março 21, 2008

Vespertino

A tarde cai num silêncio de cansaços
do sul as nuvens chegam
como flâmulas
e sobre nós respiram
leves as folhas
de sobreiros e acácias
que perduram

sobre o muro
esquecido
aberto o livro:

«não conheci o desvario do amor senão quando me esforcei
de todas as maneiras por curar-me dele
»

eu amava estes lugares onde as sílabas fulgem a floração do corpo

mas as palavras já não têm tal rosto

na tarde que finda
compõem ainda uma gramática –
a do silêncio

         Soledade Santos


Publicado por sol em 11:56 PM | Comentários (18)

março 20, 2008

Olhar por dentro

Foi no Bioterra que encontrei a chamada de atenção para a entrevista a Mário Nogueira.

Publicado por sol em 12:41 AM | Comentários (2)

março 19, 2008

Qu'est-ce que tu voulais que je lui dise?

reprise_des_negociations.jpg

boomp3.com

Bénabar: Reprise des négocitions, 2005


[Grata à Ana que me deu a conhecer Bénabar]


Publicado por sol em 01:24 AM | Comentários (8)

março 18, 2008

limites

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Publicado por sol em 11:31 PM | Comentários (2)

março 12, 2008

Pequeno Calendário - 11

                        julia_07.JPG
                                                                                                      Júlia, 2007


Publicado por sol em 11:18 PM | Comentários (14)

março 11, 2008

Magistrados públicos em solidariedade com os professores

Muitos textos têm circulado nos últimos tempos acerca do *problema* da Educação e do confronto entre os professores e as políticas ministeriais. Citam-se autoridades, discute-se filosofia da educação, divulgam-se posições, teorias, números. O debate acerca da escola, da sua finalidade, natureza e história, faz-se activamente, com maior ou menor serenidade, em blogues e fóruns dedicados e dinamizados por grupos de professores. Esta reflexão conjunta é já um ganho, como me fazia notar uma amiga brasileira.

O texto que reproduzo abaixo não mereceu grande divulgação, ou então fui eu que não dei por isso. E no entanto parece-me importante tomá-lo em consideração ― pela sua proveniência, pela solidariedade expressa e pelos argumentos que aduz. Reproduzo-o, por isso, e expresso a minha gratidão, enquanto professora, aos Magistrados do Ministério Público do meu país.

                                                               * * * * * * * * * * * *

Os magistrados públicos manifestaram hoje «total solidariedade» com os professores, justificando que as reformas educativas do Governo são «apenas uma das faces de uma política que visa destruir o aparelho de Estado».

Cerca de 100 mil professores, segundo os sindicatos, participaram hoje na «Marcha da Indignação», exigindo a demissão da ministra da Educação, a renegociação do Estatuto da Carreira Docente e a suspensão do processo de avaliação de desempenho.

Numa moção, hoje aprovada em Assembleia-Geral, o Sindicato dos Magistrados do Ministério Público defendeu que «a prática do Governo ao atentar contra a escola pública é apenas uma das faces de uma política que visa destruir o aparelho de Estado e privilegiar os interesses económicos dominantes».

Os magistrados públicos argumentaram, no mesmo documento, que «a sistemática atitude do Governo de falta de diálogo e de respeito para com os professores não se diferencia de idêntica atitude que tem vindo a assumir perante os magistrados».

O sindicato reforçou mesmo que tal atitude «mais não reflecte que a tentativa de condicionar a autonomia e a liberdade de pensamento de corpos sociais capazes de reflectir».

Como tal, os magistrados do Ministério Público decidiram «saudar a grandiosa manifestação dos professores de Portugal, e manifestar-lhes total solidariedade».


Diário Digital - 08-03-2008

Publicado por sol em 04:55 PM | Comentários (12)

março 07, 2008

Cidadania

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Publicado por sol em 12:54 AM

março 03, 2008

De vez em quando paramos de crescer

"De vez em quando paramos de crescer"
é das raízes afundadas na terra doce
do sol esplendendo só por esplender.

De vez em quando voltamos a crescer
não cabemos na casa da pele do olhar
ruímos para dentro tudo por fazer outra vez.

Entre um dia e outro somos só caminho
vigília breve na terra áspera
e mãos transidas de luar.

         Soledade Santos


Publicado por sol em 06:24 PM | Comentários (16)