À claridade das pedras e das árvores, eleva-se, num silencioso gesto de presença, a figura germinal de uma alegria terrestre.
António Ramos Rosa, Clareiras, Ulmeiro, 1986
No fundo da ternura há um som de lágrimas –
água clara onde o sol do entardecer
odoroso se deteve;
vem das lembranças, cristais de sal,
chispas na pele esfolada pelos jogos
infantis e as perdas
de que a vida nos preencheu os dias.
Companheira amável do desencanto,
outra forma, afinal, de dizer mágoa.
Soledade Santos