julho 28, 2007

Regresso

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Publicado por sol em 01:04 AM | Comentários (7)

julho 27, 2007

Madrugada

Acorda-se ao som estridente
Dum galo a cantar ao longe,
Depois abrem-se as cortinas
Para ver as nuvens que voam -
E sente-se a estranheza de ter
Como elas o coração frio e sem amor.

Philip Larkin, Uma Antologia, trad. de Teresa Guerreiro, Editorial Minerva, Lisboa, 1989


Publicado por sol em 11:28 PM | Comentários (4)

julho 22, 2007

Tra la spica e la man

Chega ao fim outro dia
na inclinação do sol
que terno insiste ainda
em fulgores de azul
em cirros sem destino
revérberos de luz.

Ignorando-o recolho
maceradas estrelas
sílica de orion
e cassiopeia dança
o perfeito contorno
do silêncio do sono

que às vezes não vem.

Sei os teus olhos cheios
de objectos nenhum deles
o temporão pirilampo
que ardendo vai subindo
na fronteira da noite
desta janela os vidros.

Sei dos teus gestos breves
e a área viva do corpo
sabendo nada sei
calando me adormeço
em vão fluem meus rios
e derivam para sul.

            Soledade Santos



Publicado por sol em 10:34 PM | Comentários (16)

julho 12, 2007

Em louvor do vento

Se atrás dos vidros fechados
a casa se arredonda
e o vento agreste chama,
sobem da noite as crinas salgadas:
frontões pilares colunas
deste bravio coração nosso.
Do mundo lá fora
o vento limpa a amargura –
e eis que a manhã nasce
claríssima sunion inabitada.


         Soledade Santos


Publicado por sol em 01:53 PM | Comentários (15)

julho 05, 2007

Bilhete Postal

         Nicolas_De_Stael-for rene-char.JPG
                                                                            Nicolas De Satel


              CONSOLO

posso arranjar consolo
nas coisas mais insignificantes
o rapazinho que tem o teu nome
e mora na minha rua
gosta de fazer pequenos recados
em troca de um chocolate

         Soledade Santos



Publicado por sol em 10:39 PM | Comentários (21)